Financiamento para energia solar: vale o seu investimento?

O mercado de energia solar no Brasil está em expansão. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a capacidade de geração instalada no país aumentou mais de 115% em 2018, em relação ao ano anterior. Uma das razões disso é que as linhas de financiamento para energia solar estão mais acessíveis.

Além disso, o investimento para instalação de um sistema fotovoltaico hoje já é viável para muitos consumidores. Empresas de diferentes portes, consumidores rurais e residenciais conseguem reduzir suas contas de energia elétrica de forma significativa, fazendo com que o investimento inicial seja pago em cerca de 5 anos.

Vale lembrar que a vida útil do sistema é de pelo menos 25 anos, o que torna o investimento uma alternativa importante para redução de despesas, uma vez que a produção se torna autossuficiente. Além disso, o Brasil é um país com enorme potencial para geração solar, já que tem um dos maiores índices de insolação do mundo.

Quer conhecer um pouco mais sobre sistemas fotovoltaicos e como é o financiamento para energia solar? Continue a leitura de nosso artigo e conheça as principais opções de crédito, oferecidas pelos bancos públicos e privados.

Fique por dentro das tendências para o setor de energia solar

A energia solar está em expansão. Embora a eletricidade no Brasil ainda seja predominantemente produzida por hidrelétricas, a tendência é de que outras fontes de geração passem a ter maior participação. Energia solar, eólica e de biomassa são as principais apostas do mercado, já que resultam de fontes renováveis e não poluentes.

Porém, apesar do grande potencial de insolação nacional, apenas 0,8% da energia é gerada por meio de sistemas fotovoltaicos. Isso significa que existe um enorme mercado potencial para novas instalações, seja em empresas, no meio rural ou em telhados e fachadas de edifícios residenciais e comerciais.

Conforme estudos da Absolar, os sistemas de geração distribuída de pequeno porte deverão crescer em ritmo mais acelerado do que as grandes usinas. O crescimento dos dois segmentos em 2018 alcançará 124% e 114%, respectivamente, conforme projeções da entidade.

Para a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), até 2027 a geração distribuída alcançará 3% do total de energia no país, o que representa um aumento médio de 143% ao ano. As usinas solares de grande porte representarão 5% do total de produção de energia no Brasil. Esses dados foram divulgados no Plano Decenal de Energia 2027

Conheça as linhas de financiamento para energia solar

A modalidade de pagamento à vista é sem dúvida a mais interessante para o consumidor, que ao escolher essa opção não terá de arcar com os juros do financiamento. Normalmente, os fornecedores dos equipamentos que compõem o sistema de geração de energia solar fotovoltaica parcelam o valor à vista, em duas ou três prestações.

No entanto, essa não é a realidade da maior parte dos consumidores. O ideal, então, é buscar uma linha de crédito com parcelas que se ajustem à economia proporcionada pela própria geração do sistema.

Uma alternativa interessante é a oferecida pelo banco Santander, que propõe o financiamento para energia solar em dez parcelas, sem juros. Utilizando essa opção, o consumidor consegue diluir o investimento inicial, sem arcar com os juros das prestações.

Nesse caso, o Payback (retorno do investimento) também acaba sendo mais rápido, já que depois do pagamento das parcelas em 10 meses, a economia com a conta de luz rapidamente vai repor o valor pago.

O Santander também oferece uma linha de financiamento em 60 parcelas, com juros que variam conforme o valor e demais condições escolhidas.

Além do Santander, outras instituições bancárias e programas de incentivo à tecnologia e à sustentabilidade oferecem linhas específicas de financiamento para energia solar. Confira:

Caixa Econômica Federal

Por meio da linha Construcard, destinada ao financiamento de materiais de construção, a Caixa passou a conceder financiamento também para projetos de energia solar, com juros de 1,95% ao mês e parcelamento em até 240 vezes. O crédito pode ser obtido por pessoas físicas ou jurídicas.

BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) custeia até 80% da obra, com juros de 7,5% ao ano. O programa é voltado para grandes projetos de geração de energia solar.

Sicredi

O Sicredi é uma cooperativa financeira, que possui uma linha especial de financiamento para energia solar, em até 60 parcelas, com juros entre 1% e 3% ao mês. O crédito pode ser obtido por pessoas físicas ou jurídicas, desde que associadas à cooperativa.

Desenvolve São Paulo

Para projetos no estado, o governo paulista criou uma linha de financiamento com parcelamento em até 120 vezes e taxa de juros de 0,53% ao mês. O objetivo do projeto é promover a geração de energias renováveis, com a consequente redução nas emissões de gases de efeito estufa.

Banco do Brasil

O banco do Brasil oferece duas linhas de financiamento, ambas direcionadas para pessoas jurídicas:

  • Proger Urbano Empresarial, que utiliza recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Governo Federal, com a exigência de que os projetos proporcionem geração ou manutenção de empregos e de renda. O financiamento é limitado a até 80% do valor total do projeto, e pode ser parcelado em 72 meses;
  • FCO Empresarial, direcionado aos produtores rurais, cooperativas e associações que atuam na atividade rural. É voltado para consumidores do Distrito Federal e dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. 

Pronaf

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) financia a compra e instalação de sistemas fotovoltaicos até R$ 300 mil, com taxas entre 2,5% e 5,5% ao ano. O grande benefício do programa é que as parcelas começam a ser cobradas somente 36 meses após a concessão do crédito.

Banco do Nordeste

O banco oferece a linha de financiamento FNE Sol, voltada para projetos de micro e minigeração de energia, com prazo de pagamento em até 144 meses. Empresas, produtores rurais e cooperativas dos estados da região Nordeste, além do Espírito Santo e do Norte de Minas Gerais, são contemplados pela linha de crédito.

Fomento Paraná

Trata-se de uma linha de financiamento para energia solar do governo do Paraná, que concede créditos de até 100% do projeto, com parcelamento em até 120 meses e taxas de juros entre 0,93% e 1,13% ao mês. O grande benefício dessa linha é a carência de 12 meses para pagar a primeira parcela.

O programa é direcionado a pessoas jurídicas de micro ou pequeno porte, no estado do Paraná.

Além disso, como estímulo à tecnologia, o estado do Paraná também concede isenção no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para projetos de minigeração de energia elétrica. 

BV Financeira

O financiamento é voltado para pessoas físicas ou jurídicas, com prazo de até 60 meses e taxas pré-fixadas a partir de 1,48% ao mês. A primeira parcela deve ser paga em até 60 dias.

Como é possível observar, existem diversas linhas de financiamento para energia solar. Para definir a melhor alternativa para sua necessidade, é necessário considerar sua tarifa de energia elétrica atual e o tempo previsto para retorno do investimento. Em alguns casos, a parcela do financiamento é quitada com a própria redução na conta de energia elétrica.

Continue a leitura em nosso blog para conhecer mais sobre a tecnologia de geração de energia fotovoltaica e entender como é possível se tornar um prestador de serviços nesse mercado tão promissor.

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