Casa com Energia Positiva muito além do Feng Shui

*Por Aldo Pereira Teixeira, presidente fundador da ALDO

Quando se fala em energia positiva, o primeiro pensamento remete a ideias espirituais ou psíquicas: pensamento positivo, energia positiva. Os conceitos até que se confundem, quando numa leitura simples, deixa-se a maneira de pensar influenciar o comportamento e, assim, o resultado.

Arquitetos e designers de interiores estudam e aplicam a ciência chinesa, que invariavelmente vem recheada com pitadas de arte e filosofia, que têm por objetivo organizar os espaços com o fim de atrair boas energias e influências benéficas da Natureza: o Feng Chui. No plano físico, energia positiva é aquela que alavanca, gera movimento rumo ao objetivo, como a energia elétrica.

Mas é positivo gerar energia a partir da queima de fontes não renováveis, como o petróleo? Ou como acontece no Brasil, onde a matriz energética é baseada em usinas hidrelétricas com custos altíssimos de produção, operação, manutenção e infraestrutura de transmissão e com influência direta sobre o meio ambiente?

A natureza tem enviado comunicados evidentes sobre o que significa a exploração indiscriminada dos recursos, inclusive energéticos. Não há como considerar positiva a energia que degrada. Energia positiva alimenta!

Energia realmente positiva causa pouco impacto na produção, tem baixo custo e é renovável. Mas não é possível acender uma lâmpada ou ligar a televisão apenas com a força do pensamento.

A fonte de energia positiva mais óbvia a que a tecnologia humana tem acesso é fornecida pela própria natureza que cobra os desmandos: a energia solar.    

Os raios do sol nos fornecem energia em forma de luz e calor e a tecnologia nos permite direcioná-la para fins específicos, como a geração de energia elétrica por meio de placas solares fotovoltaicas, aquelas placas que parecem espelhos e viabilizam o uso da energia solar.

Dependendo do projeto, a arquitetura moderna já leva em consideração o uso destas placas na própria construção. Além deste material poder ser aplicado a estrutura de uma edificação que já existe, os painéis fotovoltaicos podem substituir telhas ou os vidros em uma fachada, por exemplo. É basicamente a construção de uma casa com energia positiva.

Por suas dimensões e posição geográfica, o Brasil tem uma das maiores incidências de raios solares do mundo. O potencial do país para o uso da energia solar é muito grande, mas pouco explorado. São poucas as iniciativas de incentivo à exploração desta fonte energética.

A construção de uma casa com energia positiva começa na ideia. E mais, começa no ideal. Na sede da ALDO, por exemplo, a edificação conta com domus prismáticos para iluminação natural na área de depósito com economia de 180.000 KWH/ano, gerador de energia fotovoltaico (sistema automático Multi-Grid) com 943 painéis solares que geram 480.000 KWH/ano com gerenciamento e armazenamento em baterias de Lítio da energia solar produzida.

Decidimos entrar neste mercado com a missão de tornar a geração de energia elétrica a partir dos raios solares mais acessível a todos brasileiros. Por si só, a ideia é carregada de energia positiva: tanto no âmbito da energia positiva deste pensamento, quanto no âmbito da energia positiva, limpa, gratuita e sem impactos ambientais.

Ainda não é possível mensurar o quanto a energia positiva do pensamento influencia na realização de um projeto, mas a energia positiva física cuja fonte principal é o sol, tem rendimento mensurável e palpável. A ANEEL – Agência Nacional de energia Elétrica – prevê que até 2024, cerca de 1,2 milhão de geradores de energia solar ou mais deverão ser instalados em casas e empresas em todo o Brasil, representando 15% da matriz energética brasileira e segundo a ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – diz que até o ano 2030 o mercado de energia fotovoltaica deverá movimentar cerca de R$ 100 bilhões.

Alessandra Neris

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