BNDES e energia solar: como funciona a liberação de verba?

O acesso ao crédito é essencial para o crescimento do uso de energia solar no país.  Com o financiamento, as parcelas são pagas com a economia na conta de energia elétrica, o que viabiliza a instalação e contribui para que mais consumidores possam investir na tecnologia.

Por esse motivo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou, no segundo semestre de 2018, a ampliação de suas linhas de crédito para energia solar. Com o intuito de estimular o uso das energias renováveis, o BNDES possibilitará que consumidores como condomínios, cooperativas, pequenas empresas, produtores rurais e pessoas físicas tenham acesso ao financiamento.

Quer conhecer mais sobre as linhas de crédito do BNDES e energia solar? Continue a leitura e saiba quem pode se beneficiar e o que é necessário para conseguir o financiamento.

Entenda as vantagens da dupla BNDES e energia solar

A geração de energia solar fotovoltaica, além de sustentável e ambientalmente correta, proporciona diversas vantagens aos consumidores:

  • redução significativa na conta de energia elétrica;
  • menor impacto nas mudanças de bandeiras tarifárias;
  • baixo custo de manutenção;
  • vida útil dos equipamentos estimada em pelo menos 25 anos.

Por essa razão, a instalação é vantajosa para vários perfis de consumidores, desde grandes empresas até residências. No entanto, nem todos têm capacidade financeira para custear o investimento inicial. Para consumidores residenciais, pequenos produtores rurais, cooperativas e outras empresas de porte menor, o custo de instalação é uma barreira à aquisição da tecnologia.

Existem algumas linhas de financiamento, tanto bancárias quanto concedidas por projetos de estímulo à geração de energia limpa, que beneficiam esses consumidores. Com o crédito, o cliente tem a possibilidade de pagar o financiamento com o valor economizado na conta de energia elétrica.

Em média, o investimento em energia solar se paga em 5 anos. Porém, no caso do financiamento, esse prazo poderá se alongar um pouco mais, dependendo dos juros e outros detalhes. Por isso, é muito importante analisar com cuidado cada opção de financiamento e escolher a que mais se adapta ao seu bolso.

No caso do BNDES, foram lançadas duas novas linhas de financiamento:

  • o Fundo de Financiamento para Aquisição de Máquinas e Equipamentos Industriais (Finame) — Energias Renováveis é direcionado a pessoas jurídicas e conta com um orçamento de R$ 1 bilhão. O financiamento poderá ser de até 100% do valor total do projeto;
  • o Fundo Clima, com orçamento de R$ 208 milhões, destina-se a pessoas físicas. Nesse caso, o financiamento é de até 80% do valor total do projeto, com valor máximo de R$ 30 milhões por beneficiário.

O intuito do BNDES é estimular a inovação, a geração de energias sustentáveis e o desenvolvimento regional. A instituição não só incentiva o uso de energia solar, como também concederá créditos para geração de biogás e energia eólica.

Além das duas linhas citadas anteriormente, a instituição também oferece outras opções de financiamento:

  • BNDES Finem Geração de Energia, direcionada a empresas e órgãos públicos, com financiamento de 80% do valor do projeto;
  • BNDES Finem Eficiência Energética, voltado a pessoas jurídicas que desejam implantar projetos para aumento de eficiência energética e redução de consumo de energia, com financiamento a partir de R$ 10 milhões;
  • Inovagro, direcionado a produtores rurais (tanto pessoas físicas quanto jurídicas) e cooperativas rurais;
  • Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Eco), destinado a agricultores e produtores rurais familiares, com prazo de até 10 anos para amortização e 3 anos de carência;
  • Finame, que pode ser solicitado por pessoas físicas ou jurídicas, mas sempre na modalidade de apoio indireto, ou seja, o pedido de crédito é feito a uma instituição financeira parceira, que assume o risco da operação junto ao BNDES.

Confira como conseguir o crédito do BNDES

Tanto no caso de pessoas jurídicas quanto de pessoas físicas, o BNDES estabelece alguns critérios para a concessão de crédito. Confira os requisitos mínimos:

  • o cliente deve estar sediado no Brasil;
  • é necessário estar em dia com as obrigações fiscais, tributárias e sociais;
  • é preciso apresentar uma garantia para obtenção de crédito e comprovar capacidade financeira para o parcelamento;
  • não estar em situação de recuperação de crédito.

O BNDES tem como prioridade o crédito para micro, pequenas e médias empresas, além de pessoas físicas, então, facilita a concessão do benefício nesses casos. É importante lembrar que os geradores e outros equipamentos a serem financiados devem ser novos, nacionais, cumprirem os requisitos de conteúdo local e estarem habilitados na base da instituição.

Para solicitar o crédito, o interessado pode procurar diretamente o BNDES ou uma instituição financeira credenciada, que assume o risco de uma eventual inadimplência. No primeiro caso, é necessário preencher um roteiro de pedido de financiamento, disponível no site da entidade.

No caso de optar pelo pedido a uma instituição parceira, o interessado deve verificar com cada uma qual é a documentação necessária, como é o parcelamento e quais as taxas de juros, além das garantias exigidas.

Saiba quais os cuidados necessários para assinar um contrato de financiamento

Ao escolher uma das linhas de crédito propostas pelo BNDES, é importante analisar qual será o montante financiado (que nem sempre corresponde a 100% do valor total do projeto), quais as condições de parcelamento (carência para a primeira parcela e juros) e quais as garantias necessárias.

Em alguns casos, é possível conseguir carência de até 24 meses para o pagamento da primeira parcela, o que garante ao consumidor maior fôlego para a quitação, uma vez que o sistema já estará gerando energia quando o parcelamento começar a ser cobrado.

É preciso observar qual é a forma de correção das parcelas. O financiamento poderá ser corrigido por Taxa de Longo Prazo (TLP), Selic ou Taxa Fixa do BNDES (TFB). Essa última, no entanto, só se aplica às micro, pequenas e médias empresas.

Além da correção do financiamento, o BNDES inclui sua remuneração de 1,05% ao ano. Caso o financiamento seja concedido por uma instituição parceira, é importante lembrar que esse agente também incluirá sua remuneração, visto que assumirá o risco da operação.

De acordo com os critérios divulgados pelo BNDES, poderão ser financiados os equipamentos necessários para sistemas fotovoltaicos de até 375 kW, bem como os serviços de instalação. No caso das micro, pequenas e médias empresas, o capital de giro associado à geração de energia solar também poderá receber crédito (no limite de até 30% do financiamento).

A geração de energia fotovoltaica está em expansão no país e o intuito do BNDES ao conceder crédito para novos projetos é estimular a expansão das fontes renováveis. Para pessoas jurídicas, o investimento é vantajoso por proporcionar economia de energia e, também, por proporcionar um marketing espontâneo associado ao engajamento da empresa com as práticas sustentáveis.

Entendeu como BNDES e energia solar podem beneficiar seu negócio? Essa é uma modalidade energética sustentável e não poluente. A geração de eletricidade por meio de sistemas fotovoltaicos reduz a dependência do país a outras fontes, como termelétricas e hidrelétricas, que causam maior impacto ambiental.

Agora você já conhece as possibilidades de financiamento através do BNDES. Se quiser conhecer outras linhas de financiamento, acesse http://www.aldo.com.br/financiamento-energia-solar e conheça agora. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Share This